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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A "posse" mata

Deparei-me ontem com uma frase de Osho que é quase auto explicativa: "Se você ama uma flor, não a colha. Por que se você colhê-la, ela morre e deixa de ser o que você ama. Então se você ama a flor, deixe-a estar. O amor não está na posse. O amor está na apreciação".
O sentimento de posse sobre aquilo que amamos é negativo e destrutivo.
Sufocado, o ser amado vai definhando em seu interior, na preocupação de que "isso magoa", "aquilo magoa", "não posso fazer assim", "tenho que fazer desse jeito".
E esses gatilhos mentais e emocionais tornam a pessoa escrava daquela que a possui. Isso suga energias, drena a liberdade que nos foi divinamente presenteada, faz-nos definhar quanto seres pensantes.
Então, se eu amo dou a liberdade do ser amado estar comigo porque quer, porque se sente bem, porque deseja estar ali. Não posso encoleirar a pessoa, como se fosse um cão que, se não ficar preso no quintal, sai a revirar lixos na vizinhança e se estranhar com outros vira-latas.
Quem já ficou sentado no quintal ou no jardim já deve ter vivido a experiência de ver um pássaro chegar para ciscar bem pertinho. Ele fica ali, olhando para você, pulando para lá e para cá. Mas ao menor sinal de que queremos pegá-lo, ele foge. É assim que funciona. O amor está na apreciação.
E quem é amado precisa sim respeitar aquele que o ama. Porque o amor é o maior presente que se pode ganhar e ele tem um custo muito grande para quem o dá.
Sendo assim, é preciso ter o cuidado de não magoar aquele que ama e confia em nós porque, afinal, se também amamos essa pessoa, também a apreciamos.
Amar é deixar livre. Ponto final.


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Ansiedade: quando a formiga vira elefante

Disse o filósofo romano Sêneca: "Nada é tão lamentável e nocivo como antecipar desgraças".
O pior é quando nada indica que vai acontecer algo de ruim, mas a mente fica gritando para nós que temos de estar preparados, temos de fazer algo para que não dê errado, temos que agir!
A ansiedade pode se manifestar de maneiras sutis e precisamos estar atentos para não deixá-la comandar nossa vida.
Algumas pessoas vão viajar por dois dias e acabam levando malas e malas de bagagem, na tentativa de prever se em seu destino vai chover, fazer sol, estar frio, calor, nevar, cair um dilúvio. E se pinta uma piscina, uma saída a noite, e se eu conhecer alguém, se for a um jantar romântico? A uma danceteria?
Na praia, a pessoa tem uma farmácia portátil com todos os tipos de remédio, para tratar desde diarreia até uma doença rara sequer estudada pela Medicina.
Até mesmo nós, às vezes nos sentimos incomodados quando somos o primeiro na fila do banco, ou quando numa recepção queremos pegar um salgado e um suco e achamos que todos os olhares estão em cima de nós.
Muitos convivem com a ansiedade e ela não chega a ser um problema até que influa de forma direta em nossas atitudes e decisões.
Deixar de conhecer uma pessoa com medo de falar alguma besteira, deixar de se divertir porque pode acontecer um acidente, querer ir embora de uma festa porque acha que seu perfume está vencido e você não gosta de estar "fedido".
Em casos mais graves, há sintomas físicos, como dores de estômago, diarreia, dor de cabeça. Há o famigerado TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) que lhe obriga a realizar uma série de "rituais", do tipo abrir e fechar uma gaveta 14 vezes, testar a maçaneta 23 vezes para ver se está fechada a porta.
Casos assim requerem tratamento médico. Um psicólogo e um psiquiatra sabem muito bem o que fazer para tratar desses casos.
Mas em casos mais amenos, a dica é: relaxe! Seja feliz e não deixa pequenas ansiedades e nervosismo estragar algo que pode ser maravilhoso para você! Você é muito maior que isso. Não deixe uma formiguinha virar um elefante e ocupar sua vida!
Finalizo com a frase do professor de Filosofia Osho: "Uma vez que você saiba como relaxar, pela primeira vez a vida começará a acontecer".