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sábado, 25 de fevereiro de 2017

Com raiva de alguém? DESPREZE-O!

Somos seres sociais, vivemos em comunidade, desfrutamos de relacionamentos interpessoais, lidamos com as pessoas.
Nossa tendência é enxergar tudo isso de maneira positiva. Mas o relacionamento humano também é permeado de percalços, desentendimentos, mal-entendidos.
Há pessoas que nos magoam, que nos tratam mal, que nos prejudicam. Então temos aquele sentimento negativo e ruim de vingança.
Não vou condenar. Também tenho amargado este sentimento algumas vezes.
Mas o desejo de vingança acaba nos levando à vontade de fazer algo que prejudique a pessoa a quem queremos mal ou até odiamos. Não faça isso, pois essa atitude é de rebaixamento moral.
Então relembro a frase de Roberto Shinyashiki: "Um beijo é melhor do que um tapa, mas um tapa é melhor do que o desprezo."
Estar bem com uma pessoa é a melhor coisa. Por isso o beijo é melhor que um tapa.
Mas a pior coisa que pode ser direcionada a uma pessoa não é o tapa, é o desprezo. Não é ignorar, é desprezar. Por sermos seres sociais, nossa luta é existir e quem identifica nossa existência são as pessoas com quem nos relacionamos.
Se uma pessoa nos despreza, está influenciando diretamente em nosso próprio senso de existência. Isso machuca muito mais de que se ela causasse algum outro tipo de mal, pois é um ato que atinge a própria essência de uma pessoa.
Assim sendo, quando formos vítimas de alguém (não me refiro a crimes, para estes há o rigor da Lei) não tentemos pagar com a mesma moeda. A Lei de Talião não se aplica neste caso. Despreze a pessoa, coloque em sua mente que ela não existe. E a Lei da Atração vai agir, a pessoa será machucada em sua existência.
Experimente. Não suje suas mãos com a vingança. Limpe sua consciência, desprezando.
E encerro com a frase do escritor francês Jules Renard que confirma meu artigo de hoje: "Um pouco de desprezo economiza bastante ódio."



domingo, 18 de setembro de 2016

Samanta ensinou que é possível

Quando disseram que a escritora Samanta Holtz seria uma das atrações da IV Semana Edgard Cavalheiro, em Espírito Santo do Pinhal, fiquei preocupado (eu era mestre de cerimônia do evento).
O nome é muito forte (Samanta Holtz!!!!) e imaginei uma pessoa toda séria, cheia de firulas, de "não me toques". Fui então surpreendido pela simpatia e pelo maravilhoso sorriso da grande escritora.
E conversar com Samanta, seus pais e sua irmã ensinou-me uma lição: é possível ser tudo.
Porque a gente acredita que tem certos sentimentos que não podem ser aplicados em determinadas situações.
Por exemplo: como seria possível ser simpático e bem "ser humano" quando ao mesmo tempo somos um sucesso de vendas de livro, com fã clube e de quebra a segunda maior venda da Bienal 2016?
Samanta mostrou que é possível.
A partir desta premissa, pensei também que é possível sorrir quando estamos tristes, que é possível animar-se quando as coisas não saem como planejamos, que é possível cuidar mesmo não sendo correspondido.
Percebi que é possível perdoar quando outros nos odeiam.
Inclusive lembrando de uma citação de Shakespeare, "manter ódio por uma pessoa é como tomar veneno esperando que nosso inimigo morra".
Isso porque o ódio só faz mal para nós e não para a pessoa que odiamos.
Mas é possível ser bom entre pessoas ruins, é possível amar em meio à guerra!
Samanta, que teve seu conto "A Contadora de Histórias" encenada pela Cia Viva Arte naquela noite foi a homenageada mas, sem perceber, homenageou-me.
Tive a honra de ser ensinado por ela: tudo é possível!
É possível inclusive vencer quando todo mundo ao seu redor diz: desista...