domingo, 18 de setembro de 2016

Samanta ensinou que é possível

Quando disseram que a escritora Samanta Holtz seria uma das atrações da IV Semana Edgard Cavalheiro, em Espírito Santo do Pinhal, fiquei preocupado (eu era mestre de cerimônia do evento).
O nome é muito forte (Samanta Holtz!!!!) e imaginei uma pessoa toda séria, cheia de firulas, de "não me toques". Fui então surpreendido pela simpatia e pelo maravilhoso sorriso da grande escritora.
E conversar com Samanta, seus pais e sua irmã ensinou-me uma lição: é possível ser tudo.
Porque a gente acredita que tem certos sentimentos que não podem ser aplicados em determinadas situações.
Por exemplo: como seria possível ser simpático e bem "ser humano" quando ao mesmo tempo somos um sucesso de vendas de livro, com fã clube e de quebra a segunda maior venda da Bienal 2016?
Samanta mostrou que é possível.
A partir desta premissa, pensei também que é possível sorrir quando estamos tristes, que é possível animar-se quando as coisas não saem como planejamos, que é possível cuidar mesmo não sendo correspondido.
Percebi que é possível perdoar quando outros nos odeiam.
Inclusive lembrando de uma citação de Shakespeare, "manter ódio por uma pessoa é como tomar veneno esperando que nosso inimigo morra".
Isso porque o ódio só faz mal para nós e não para a pessoa que odiamos.
Mas é possível ser bom entre pessoas ruins, é possível amar em meio à guerra!
Samanta, que teve seu conto "A Contadora de Histórias" encenada pela Cia Viva Arte naquela noite foi a homenageada mas, sem perceber, homenageou-me.
Tive a honra de ser ensinado por ela: tudo é possível!
É possível inclusive vencer quando todo mundo ao seu redor diz: desista...