Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O amor do falcão e da carpa

Muitas vezes vemos casais que se separam apesar de notarmos que ambos se amam e continuam se amando. Pior: sofrem pela separação.
Há uma história que fala do amor de um falcão e de uma carpa. Eles se amavam muito e queriam viver juntos.
Então o falcão falou: "Minha amada carpa, vou pegá-la e trazê-la comigo para os céus e veremos todos os dias o pôr-do-sol e viveremos felizes para sempre".
A carpa foi com o falcão, mas sentiu que não conseguia respirar, por mais esforço que fizesse. Por fim, suplicou que a soltasse para voltar a respirar nas águas, senão morreria.
Depois que se recuperou, a carpa falou: "falcão, eu te amo. Venha para dentro do lago viver comigo, poderemos ser felizes para sempre".
E o falcão mergulhou e tentou ficar debaixo d'água o máximo que pôde, insistiu além de suas forças e, por fim, desfaleceu e acabou morrendo afogado ao lado de sua amada carpa.
A triste moral desta história é que, às vezes, duas pessoas podem se amar de verdade, mas se os dois viverem em mundos completamente distintos, será impossível viverem juntos, por mais esforços que façam. Um sempre vai acabar se machucando, se maltratando, se ferindo, para ficarem juntos.
Temos de ter bem em mente que, se não deu certo, pode ser porque a vida de um dos dois estava em perigo, pois viver em um mundo diverso do seu e no qual é impossível se adaptar, oferece um risco real.
E a culpa não é de nenhum dos dois. A situação é assim e exige.
Assim, em se tratando de amores impossíveis, consideremos três pontos: primeiro, vejam se o amor traz a sabedoria para ambos se adaptarem; segundo, se o amor remover montanhas, insista nele e, por fim, se o amor estiver matando você aos poucos, caia fora.
Sarcasticamente, fica a frase do Marquês de Maricá: "As nossas necessidades unem-nos, mas as nossas opiniões separam-nos".





sábado, 22 de outubro de 2016

Eu te amo, Falsiane!

Em minhas palestras, ressalto a importância em equilibrar nossa vida, numa sociedade tão cheia de razão, com uma boa dose de emoção.
Os tempos mudaram, e os sentimentos precisam estar permeando os pensamentos racionais para que tudo possa ocorrer dentro da normalidade, dentro do equilíbrio.
Mas há uma vertente que vem me chamando atenção. As adolescentes a denominaram "Falsiane".
Quem se aventura pelo Facebook, vai notar o que digo: há uma maré de postagens em que a palavra "amor" e suas derivações viraram doce nos dedos dos facers.
Cada foto postada, vemos um exército de emoticons (aqueles desenhinhos) de coração e a frase: "te amo para sempre", "meu mozi", "amorzinha", "minha amada" e por aí vai.
Mas o sentimento, via de regra, é semente. Precisa ser plantado e cultivado. Não se ama sem história.
Amor à primeira vista é paixão. Amor sem história é devaneio.
Conheço pessoas que postam que amam, depois xingam, amanhã estão "de mal", depois fazem as pazes, então não se falam mais.
Claro que os adolescentes estão numa época em que afloram os sentimentos, e eles tentam experimentá-los todos ao mesmo tempo. Mas tem gente que carrega isso para a vida adulta. Não seja uma Falsiane, que finge sentir algo, mas não o demonstra.
Sentimentos são demonstrados. Não dá para esconder uma árvore frondosa. Da mesma forma, um sentimento bem arraigado e verdadeiro não dá para se disfarçar.
Fuja dos rótulos, evite o modismo. Dizer "eu te amo" para tudo e todos está na moda. Seja mais original e fale o que realmente sente.
Vamos abrir a temporada de caça às Falsianes. Extingui-las.
E para todas as Falsianes, ofereço a frase de Cazuza (que com certeza elas aaaamam): "Não quero que finja sentimentos por mim, não quero que segure a minha mão se tem intenção de soltá-la. Só quero o que for verdadeiro".


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Receita para ser feliz

Ao falar sobre felicidade, cantou Mário Quintana:

"Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!"

Segundo Aristóteles, o ser humano encontra a felicidade a partir do momento em que descobre seu potencial e o desenvolve.
A filosofia aristotélica aponta para o pleno desenvolvimento de nossos dons como o supra sumo de nossa felicidade, a característica da plena realização da vida.
Dando um enorme salto temporal, chegamos ao cristianismo. E Jesus Cristo, quanto sábio, difundiu o pensamento de que a plena realização humana, o supra sumo da felicidade do homem, é quando este ajuda outro homem.
Encontrar o sentido da vida em ajudar os outros é o que os cristãos acreditam como sendo o grande caminho para a realização e, consequentemente, da felicidade.
Então unimos estes pensamentos.
E podemos constatar que a plena felicidade, a maior realização, é quando descobrimos nossos dons, os desenvolvemos em sua plenitude e os utilizamos para ajudar os outros.
Em minhas palestras, eu sempre friso: o importante não é ganhar muito dinheiro. O mais importante é mudarmos o mundo.
Quando mudamos o mundo, e o tornamos um lugar melhor para todas as pessoas, estamos cumprindo com nossa função qual habitantes deste planeta. Nossa vida tem realmente sentido e teremos satisfação.
E desenvolver nossos dons à plenitude garante para nós a consciência  de que estamos fazendo o nosso melhor, sem frustrações, sem nenhuma sensação  de que "falta alguma coisa".
Assim, seguindo esta fórmula, teremos uma felicidade plena, um sentimento de utilidade, e compartilharemos do pensamento de Goethe: "Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira".


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Milena, o mundo vai ser melhor pra você!

O escritor e palestrante Roberto Shinyashiki falou com todas as letras: "não use suas forças para buscar muito dinheiro, riquezas. Use suas forças para fazer o mundo melhor".
Essas palavras me calaram fundo, porque comecei minha carreira de palestrante com o foco errado mas o Beto veio me corrigir bem a tempo.
Ontem proferi duas palestras. A primeira, para adolescentes e foi um sucesso usar músicas do Renato Russo para introduzir os temas abordados.
No mesmo dia, a palestra foi para o pessoal da Melhor Idade. E eu me emocionei quando várias pessoas vieram chorando dizendo que fiz o dia delas mais feliz e que mudei a vida delas (de pessoas de 60 anos!).
Enfim, eu estou finalmente focado em fazer o mundo melhor.
E nesta semana nasceu Milena, filha do querido casal Ricardo Brigagão e Karen Tessarini, da Sport Life Academia.
A primeira foto que recebi da pequenina, foi emblemática: o riso bobo no rosto do papai Ricardo dizia tudo: "Milena, quero fazer o mundo melhor para você!"
Então hoje eu sugiro a todos que me leem: vamos fazer o mundo melhor para nós mesmos e para alguém que amamos. Vamos fazer o mundo melhor para a pequena Milena que está chegando e não quer saber de depressão, tristeza, pensamentos negativos.
Vamos mudar o mundo. Deixar de lado o alvo de receber muito dinheiro, mas ter o alvo de ter um mundo muito melhor.
Com esse alvo, o dinheiro vem, a felicidade vem, a sensação de realização vem!
Vem, Milena, seja bem-vinda ao mundo melhor que estamos fazendo para você!


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Apaixone-se!

Disse Platão que "todo homem é poeta quando está apaixonado".
Estou poeta. Não à toa consegui o segundo lugar no Concurso da Academia de Letras de São João da Boa Vista.
Também, pudera: apaixonei-me.
Estou apaixonado por uma pessoa que descobri ser incrível, que me suporta, que não me condena, que está ao meu lado em todas as situações.
Apaixonei-me por uma pessoa que não sente uma ponta sequer de inveja quando eu conquisto algo. Da mesma forma, não sente vergonha de estar ao meu lado quando das minhas maiores falhas. Enfrenta tudo comigo, não pensa nunca em me abandonar, e literalmente veste a camisa comigo.
Estou apaixonado por mim mesmo. Algo que eu deveria ter feito há muito tempo.
Eu me odiei por muito tempo.
Já quis dar um basta em mim.
Fiquei de mal comigo.
Até que descobri a grande e óbvia verdade: se eu não me conhecer e não me apaixonar por mim mesmo, não posso fazer nada pelos outros.
Foi então que busquei dentro de mim o sonho adormecido (e que por estar adormecido, causava-me depressão) e coloquei este sonho para funcionar. Até então eu era uma vítima do que escreveu Dostoiévski: "Às vezes o homem prefere o sofrimento à paixão". E eu disse Xô sofrimento! Vem, paixão!
Joguei o medo para trás, tomei decisões importantes e agora estou fazendo palestras, tenho um blog com mais de 10 mil acessos em um mês, o Canal Só Entre Nós no Youtube e em 2017 vou estar com livro próprio nas prateleiras.
Apaixonei-me por mim mesmo para poder ajudar aos outros.
Ao contrário das demais paixões, a paixão por si mesmo não se apaga.
Experimente fazer isso, apaixone-se por si mesmo. É o primeiro passo para tudo dar certo!


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Desejo é mau

É de Luís Fernando Veríssimo a frase: "A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai".
Dos três citados, considero o desejo o mais perigoso, porque ele é o único que tem vontade própria e tem um poder devastador quando se confronta com a razão.
A paixão, mata-se no ninho; o amor basta não cultivar. Mas o desejo... esse chega junto com a primeira visão, com o primeiro som, com o primeiro odor. Instala-se em fração de segundos na mente e arraiga-se de forma a não querer sair.
E o desejo tem poder próprio para conduzir os atos humanos. Faz com que tudo pareça possível, faz com que todas as atitudes pareçam plausíveis para se conseguir atender seus anseios.
O desejo é como piche. Não sai fácil, e quanto mais tentamos tirá-lo, mais ele se espalha, vai sujando tudo.
E de repente você não entende porque escolheu uma pessoa morena, se você gosta de loiras, de olhos negros, se você gosta de olhos azuis, limitada, se você ama as pessoas inteligentes. Porque foi fazer Contabilidade se odeia números. É o desejo.
E a gente começa a dar razão a Camões quando escreveu:
"Transforma-se o amador na cousa amada, 
Por virtude do muito imaginar; 
Não tenho logo mais que desejar, 
Pois em mim tenho a parte desejada". 
Mas o desejo, ah, ele é traidor, disse Veríssimo...
E quando você já subiu o Everest, lutou com feras, desbravou a Amazônia e cruzou o Saara pelo seu objeto do desejo... o mesmo desejo simplesmente some.
E você se vê relacionando-se com quem não lhe atrai, trabalhando no emprego que não desejava, com o carro que não lhe agrada, morando numa casa mal localizada ou sabe-se lá o que foi seu objeto desejado.
Cuidado com ele. Não vale a pena desejar. Queime-se de paixão, enlouqueça de amor, mas não seja traído pelo desejo.


domingo, 18 de setembro de 2016

Samanta ensinou que é possível

Quando disseram que a escritora Samanta Holtz seria uma das atrações da IV Semana Edgard Cavalheiro, em Espírito Santo do Pinhal, fiquei preocupado (eu era mestre de cerimônia do evento).
O nome é muito forte (Samanta Holtz!!!!) e imaginei uma pessoa toda séria, cheia de firulas, de "não me toques". Fui então surpreendido pela simpatia e pelo maravilhoso sorriso da grande escritora.
E conversar com Samanta, seus pais e sua irmã ensinou-me uma lição: é possível ser tudo.
Porque a gente acredita que tem certos sentimentos que não podem ser aplicados em determinadas situações.
Por exemplo: como seria possível ser simpático e bem "ser humano" quando ao mesmo tempo somos um sucesso de vendas de livro, com fã clube e de quebra a segunda maior venda da Bienal 2016?
Samanta mostrou que é possível.
A partir desta premissa, pensei também que é possível sorrir quando estamos tristes, que é possível animar-se quando as coisas não saem como planejamos, que é possível cuidar mesmo não sendo correspondido.
Percebi que é possível perdoar quando outros nos odeiam.
Inclusive lembrando de uma citação de Shakespeare, "manter ódio por uma pessoa é como tomar veneno esperando que nosso inimigo morra".
Isso porque o ódio só faz mal para nós e não para a pessoa que odiamos.
Mas é possível ser bom entre pessoas ruins, é possível amar em meio à guerra!
Samanta, que teve seu conto "A Contadora de Histórias" encenada pela Cia Viva Arte naquela noite foi a homenageada mas, sem perceber, homenageou-me.
Tive a honra de ser ensinado por ela: tudo é possível!
É possível inclusive vencer quando todo mundo ao seu redor diz: desista...



quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Entre um Pokémon e um selinho

Eu entrei no vestiário da Sport Life Academia e meu sobrinho Kaique, de 10 anos, um futuro poeta, se Deus quiser, estava conversando com seus amigos da natação.
Enquanto eu tomava um banho, escutava a conversa daqueles jovenzinhos, tão entretidos com o assunto que nem deram bola para minha presença.
"Ano passado, eu namorei seis meninas", contava um deles, "mas este ano não consegui nenhuma. Sabe o que acontece? As meninas estão mudadas. Agora elas só querem saber de meninos com dinheiro", concluiu.
"Eu hoje comecei a namorar", disse então meu sobrinho. "Eu pedi ela em namoro e ela disse que ia pensar. Então, durante a aula, nós dois afundamos na piscina e ela acenou com a cabeça dizendo que sim", relatou, todo apaixonado. E ainda concluiu: "eu estou apaixonado de muito amor".
Claro que eu e outros adultos ríamos da conversa inusitada dos "aspirantes a gente grande".
Mas fiquei meditando durante a noite nesta conversa de garotos e não consegui dormir enquanto não concluí o que estava explícito naquele papo pueril: o mundo exige que cresçamos rápido demais.
As crianças agora entram nas conversas de adultos, prestam atenção nas ideias dos pais, acham-se semelhantes aos maiores. Entre o pião, a figurinha do Pokémon para jogar bafo, a pipa... tem a menina que eu amo, as meninas que querem os meninos com dinheiro.
Nessa mescla de informações que invade o mundo das crianças, elas crescem formando uma nova sociedade... equilibrada entre razão e emoção.
Se essas crianças não forem ensinadas a ser poetas, não sei como sobreviverão a tão drástica mudança de conceitos que a sociedade imprime.
Entre a captura de um monstrinho do pokémon go e um selinho dado na menina ecoam as palavras de Quintana:
"Quando guri, eu tinha de me calar à mesa: só as pessoas grandes falavam. Agora, depois de adulto, tenho de ficar calado para as crianças falarem".