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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Tudo é por sua causa

Há pessoas que parecem viver em uma ilha paradisíaca dentro de um mar de rosas. Outras parecem que construíram sua casinha no olho do furacão e aos pés de um vulcão ativo.
Então surge aquela dúvida: porque essa injustiça de haver um mundo rosado para uns e um mundo cinza para outros?
A resposta é simples: tudo o que acontece na sua vida é mérito ou culpa sua! Mais justo que isso é impossível.
Claro que nenhuma pessoa pediria para passar por dificuldades quer financeiras, emocionais ou qualquer que seja. Mas, inconscientemente, a pessoa se programa para viver uma vida, quer seja uma vida top ou uma vida medíocre.
Se eu coloco em minha mente que uma vida simples é o meu destino e que ser rico e bem sucedido é para os outros (para os que não serão divinamente salvos) eu vou viver minha mediocridade pelo resto da vida.
Se, por outro lado, eu acredito que serei uma pessoa bem sucedida, com dinheiro e ainda terei a salvação, se eu me libertar de todos os paradigmas impostos por filosofias fundamentalistas ou ditos popularescos, a minha vida vai dar um salto qualitativo, com certeza.
Não fomos criados para sofrer, não estamos aqui para pagar pecados, nossa missão não é viver em humilde miséria.
Temos por missão mudar o mundo, fazendo-o um lugar melhor, ajudar as pessoas e de lambuja sermos felizes.
Seu casamento não dá certo? Culpa sua!
Está atolado em dívidas? Culpa sua!
Seu emprego é ruim e, ainda por cima, corre o risco de perdê-lo? Aceite que foi escolha sua.
Não culpe a crise, o cônjuge, o patrão, ou os anjos tristes por causa de seus problemas. Você os escolheu e o pior: escolheu também permanecer nesses problemas e não querer mudar para ser feliz.
Como disse o político norte-americano William Bryan: "Destino não é uma questão de sorte, mas uma questão de escolha; não é uma coisa que se espera, mas que se busca".


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Receita para ser feliz

Ao falar sobre felicidade, cantou Mário Quintana:

"Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!"

Segundo Aristóteles, o ser humano encontra a felicidade a partir do momento em que descobre seu potencial e o desenvolve.
A filosofia aristotélica aponta para o pleno desenvolvimento de nossos dons como o supra sumo de nossa felicidade, a característica da plena realização da vida.
Dando um enorme salto temporal, chegamos ao cristianismo. E Jesus Cristo, quanto sábio, difundiu o pensamento de que a plena realização humana, o supra sumo da felicidade do homem, é quando este ajuda outro homem.
Encontrar o sentido da vida em ajudar os outros é o que os cristãos acreditam como sendo o grande caminho para a realização e, consequentemente, da felicidade.
Então unimos estes pensamentos.
E podemos constatar que a plena felicidade, a maior realização, é quando descobrimos nossos dons, os desenvolvemos em sua plenitude e os utilizamos para ajudar os outros.
Em minhas palestras, eu sempre friso: o importante não é ganhar muito dinheiro. O mais importante é mudarmos o mundo.
Quando mudamos o mundo, e o tornamos um lugar melhor para todas as pessoas, estamos cumprindo com nossa função qual habitantes deste planeta. Nossa vida tem realmente sentido e teremos satisfação.
E desenvolver nossos dons à plenitude garante para nós a consciência  de que estamos fazendo o nosso melhor, sem frustrações, sem nenhuma sensação  de que "falta alguma coisa".
Assim, seguindo esta fórmula, teremos uma felicidade plena, um sentimento de utilidade, e compartilharemos do pensamento de Goethe: "Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira".