sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Receita para ser feliz

Ao falar sobre felicidade, cantou Mário Quintana:

"Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!"

Segundo Aristóteles, o ser humano encontra a felicidade a partir do momento em que descobre seu potencial e o desenvolve.
A filosofia aristotélica aponta para o pleno desenvolvimento de nossos dons como o supra sumo de nossa felicidade, a característica da plena realização da vida.
Dando um enorme salto temporal, chegamos ao cristianismo. E Jesus Cristo, quanto sábio, difundiu o pensamento de que a plena realização humana, o supra sumo da felicidade do homem, é quando este ajuda outro homem.
Encontrar o sentido da vida em ajudar os outros é o que os cristãos acreditam como sendo o grande caminho para a realização e, consequentemente, da felicidade.
Então unimos estes pensamentos.
E podemos constatar que a plena felicidade, a maior realização, é quando descobrimos nossos dons, os desenvolvemos em sua plenitude e os utilizamos para ajudar os outros.
Em minhas palestras, eu sempre friso: o importante não é ganhar muito dinheiro. O mais importante é mudarmos o mundo.
Quando mudamos o mundo, e o tornamos um lugar melhor para todas as pessoas, estamos cumprindo com nossa função qual habitantes deste planeta. Nossa vida tem realmente sentido e teremos satisfação.
E desenvolver nossos dons à plenitude garante para nós a consciência  de que estamos fazendo o nosso melhor, sem frustrações, sem nenhuma sensação  de que "falta alguma coisa".
Assim, seguindo esta fórmula, teremos uma felicidade plena, um sentimento de utilidade, e compartilharemos do pensamento de Goethe: "Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira".