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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Deixe-me em paz!

Sim, temos que ser positivos, estar de bem com a vida, ser bom com as pessoas.
Mas somos seres movido a energia e tem dias (ah, que dias!) em que estamos com a energia para baixo das reservas. 
O filósofo Heráclito escreveu: "O caminho para cima e o caminho para baixo são um único caminho". Realmente, não subimos sempre, temos momentos de descida e precisamos respeitar estes momentos.
Então, antes de destilarmos veneno em quem não merece, dar patadas em quem não precisa, responder mal-educadamente para quem vem conversar, convém procurarmos um pouco de reclusão.
Repor as energias é completamente normal e aceitável. E cada um tem sua Torre de Marfim, seu local preferido para repor as energias e repensar seus objetivos.
Geralmente, buscar a natureza é o ideal para muitas pessoas. Uns gostam do verde, outros, da água. Há os que preferem a escuridão apenas com o resplandecer da lua.
Tem quem prefira ficar na cama.
Seja o que for, procuremos momentos de paz para centralizar nossos pensamentos, voltar a termos foco em nossos objetivos, repensar as atitudes e renovar as energias para continuar a caminhada, de uma maneira positiva.
E quando nos depararmos com alguém que esteja precisando de um pouco de paz, vamos colaborar, dar o tempo necessário para a pessoa se recuperar. Nestes casos, a pessoa não precisa de ajuda, precisa apenas de paz e de um tempo. É um processo de auto-recuperação. Basta deixar a pessoa um pouco sozinha que ela ficará bem.
Depois disso, via de regra, voltemos a ser positivos e a querer mudar o mundo. São palavras do escritor Norman Peale: "O pensamento positivo pode vir naturalmente para alguns, mas também pode ser aprendido e cultivado, mude seus pensamentos e você mudará seu mundo".


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Sobre brigas, crianças e bruxas

Se eu quisesse andar nu, jogar lixo no chão e ouvir Wesley Safadão ou funk sem fone de ouvido, deveria me isolar do mundo, vivendo em um local perdido no meio de uma selva. Quem prefere viver em sociedade, deve seguir regras de conduta e boa vivência. Mais óbvio, impossível.
Durante minha breve passagem por Poços de Caldas tive muitos momentos bons. Porém preciso comentar alguns tristes episódios que presenciei para nos fazer pensar e rever se precisamos mudar.
Durante dois dias apenas, foram quatro brigas ou discussões que aconteceram perto de mim. Uma mãe deu a maior bronca na filha adolescente, entre gritos e gestos, em meio à multidão. E constranger um adolescente não me parece a melhor maneira de ganhar sua confiança.
Houve o episódio do rapaz que passou perto de um trailer de lanche e ficou trocando ofensas com um funcionário. O motivo, pelo visto, não era referente ao atendimento, era alguma rusga pessoal que estava sendo lavada no momento do serviço de um deles.
Teve também um casal de meia idade que estava no maior bate boca, com direito ao homem segurar no pescoço da mulher, numa clara demonstração de machismo e de violência.
E ainda duas mulheres que brigaram porque uma delas queria passar na calçada e empurrou uma criança. A criança reagiu, chutou a mulher e contou para a mãe. E a mãe queria até chamar a polícia porque a filha disse que fora agredida. Lembrei-me dos tempos de inquisição, quando clérigos queimavam mulheres só porque "inocentes" crianças diziam que estas eram bruxas.
Vendo esses episódios, lembrei-me das palavras do escritor francês George Duhamel: "O homem é incapaz de viver só, e é incapaz também de viver em sociedade".
Ontem mesmo ouvi o palestrante Paulo Vieira dizer algo muito interessante. Por não termos coragem de mudar a nós mesmos, queremos mudar os outros: nossos filhos, nossos pais, nosso cônjuge, as pessoas ao nosso redor. Queremos que todos se adequem ao nosso estilo de vida, quando na verdade nós é que precisamos nos adequar para bem viver com os outros.
A mudança começa em nós. Nunca nos esqueçamos disso. Ah, e não dê tanto ouvido a brigas de crianças, elas esquecem em fração de segundos. Não vale a pena queimar uma bruxa por causa delas.