quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O que realmente vale a pena

Estive meditando estes dias, durante meus períodos de vigília noturna, sobre o que não valeu a pena e sobre o que realmente valeu a pena me preocupar em minha vida.
Tem certas coisas que parecem ser o fim do mundo no momento em que acontecem, mas depois de um tempo, parecem não representar nada.
Lembro-me, por exemplo, de quando esqueci de estudar para uma prova de Inglês quando estava cursando o ensino fundamental. Parecia que iria acabar o mundo, que eu iria repetir de ano, que iria decepcionar todo mundo.
Fiz a prova e até que me saí razoavelmente bem (7,5 me parece uma nota boa para quem nem se lembrava que haveria prova).
Mas o fato é que hoje, lembrando-me deste fato, vejo que não era motivo para tanta preocupação. Assim como tantas outras coisas que aconteceram em minha vida: compromissos que perdi ou me atrasei; namorada que me deixou e hoje não sinto nada por ela; emprego que perdi e que foi mais uma libertação que sofrimento.
Agora, tem certas coisas que realmente valem a pena se preocupar e marcam. Como quando eu, com 10 anos, gritei com minha mãe e ela apareceu cinco minutos depois com um presente de aniversário para mim.
Ou quando, aos seis anos, usando uma espada de plástico, bati com força nas costas de meu pai porque eu estava irritado.
Começar a escrever meu livro, palestrar, casar-me... decisões que mesmo passando os anos marcaram e até hoje têm valor.
Nunca pedi perdão ao meu pai ou minha mãe pelas atitudes inconsequentes que tive (apesar de que isso não me traumatizou, sei que eles me perdoariam e dariam uma lição de moral e ficaria tudo bem).
Mas o que quero dizer hoje é: pese tudo aquilo que lhe preocupa hoje. Será que valerá a pena daqui a algum tempo? Se não, vale a pena se preocupar?
E fica para pensarmos as palavras de Osho: "Não se preocupe com a perfeição. Substitua a palavra "perfeição" por "totalidade". Não pense que você tem de ser perfeito, pense que tem de ser total. A totalidade dá a você uma dimensão diferente".