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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Apaixone-se!

Disse Platão que "todo homem é poeta quando está apaixonado".
Estou poeta. Não à toa consegui o segundo lugar no Concurso da Academia de Letras de São João da Boa Vista.
Também, pudera: apaixonei-me.
Estou apaixonado por uma pessoa que descobri ser incrível, que me suporta, que não me condena, que está ao meu lado em todas as situações.
Apaixonei-me por uma pessoa que não sente uma ponta sequer de inveja quando eu conquisto algo. Da mesma forma, não sente vergonha de estar ao meu lado quando das minhas maiores falhas. Enfrenta tudo comigo, não pensa nunca em me abandonar, e literalmente veste a camisa comigo.
Estou apaixonado por mim mesmo. Algo que eu deveria ter feito há muito tempo.
Eu me odiei por muito tempo.
Já quis dar um basta em mim.
Fiquei de mal comigo.
Até que descobri a grande e óbvia verdade: se eu não me conhecer e não me apaixonar por mim mesmo, não posso fazer nada pelos outros.
Foi então que busquei dentro de mim o sonho adormecido (e que por estar adormecido, causava-me depressão) e coloquei este sonho para funcionar. Até então eu era uma vítima do que escreveu Dostoiévski: "Às vezes o homem prefere o sofrimento à paixão". E eu disse Xô sofrimento! Vem, paixão!
Joguei o medo para trás, tomei decisões importantes e agora estou fazendo palestras, tenho um blog com mais de 10 mil acessos em um mês, o Canal Só Entre Nós no Youtube e em 2017 vou estar com livro próprio nas prateleiras.
Apaixonei-me por mim mesmo para poder ajudar aos outros.
Ao contrário das demais paixões, a paixão por si mesmo não se apaga.
Experimente fazer isso, apaixone-se por si mesmo. É o primeiro passo para tudo dar certo!


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Desejo é mau

É de Luís Fernando Veríssimo a frase: "A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai".
Dos três citados, considero o desejo o mais perigoso, porque ele é o único que tem vontade própria e tem um poder devastador quando se confronta com a razão.
A paixão, mata-se no ninho; o amor basta não cultivar. Mas o desejo... esse chega junto com a primeira visão, com o primeiro som, com o primeiro odor. Instala-se em fração de segundos na mente e arraiga-se de forma a não querer sair.
E o desejo tem poder próprio para conduzir os atos humanos. Faz com que tudo pareça possível, faz com que todas as atitudes pareçam plausíveis para se conseguir atender seus anseios.
O desejo é como piche. Não sai fácil, e quanto mais tentamos tirá-lo, mais ele se espalha, vai sujando tudo.
E de repente você não entende porque escolheu uma pessoa morena, se você gosta de loiras, de olhos negros, se você gosta de olhos azuis, limitada, se você ama as pessoas inteligentes. Porque foi fazer Contabilidade se odeia números. É o desejo.
E a gente começa a dar razão a Camões quando escreveu:
"Transforma-se o amador na cousa amada, 
Por virtude do muito imaginar; 
Não tenho logo mais que desejar, 
Pois em mim tenho a parte desejada". 
Mas o desejo, ah, ele é traidor, disse Veríssimo...
E quando você já subiu o Everest, lutou com feras, desbravou a Amazônia e cruzou o Saara pelo seu objeto do desejo... o mesmo desejo simplesmente some.
E você se vê relacionando-se com quem não lhe atrai, trabalhando no emprego que não desejava, com o carro que não lhe agrada, morando numa casa mal localizada ou sabe-se lá o que foi seu objeto desejado.
Cuidado com ele. Não vale a pena desejar. Queime-se de paixão, enlouqueça de amor, mas não seja traído pelo desejo.


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A dor da decepção

Todas as pessoas já passaram por alguma decepção na vida. E hoje vou ser curto e grosso no meu texto: sabe de quem é a culpa por sua decepção?
Exato, sua mesmo!
Temos um grande defeito (impossível ser uma virtude) de acreditar cegamente nas pessoas. E esse é o fato chave da decepção. As pessoas são, sem exceção, imperfeitas. Elas vão falhar em algum momento. E se depositamos todas as nossas fichas em alguém... pronto! Decepção na certa.
Tem uma música que Humberto Gessinger cantou: "É preciso fé cega e pé atrás".
A frase é paradoxal, mas é exatamente o que precisamos para não nos decepcionar. Acreditar desacreditando.
Sabe como se faz isso?
Confie sim, na pessoa, mas não confie no ser humano. Saiba que algo pode acontecer que pode não agradar. Espere o melhor mas esteja preparado para algum tropeço.
Li ontem uma frase muito interessante da minha amiga Juh Belentani, que dizia: "Acredita sempre em reticências".
Eu acredito sempre em reticências. As pessoas são como reticências. São tudo ao mesmo tempo que nada são.
Para concluir, vou dar uma dica para aqueles que não querem se decepcionar: sigam o conselho de Herbert Vianna na música "Nove Luas".
"Eu quis querer o que o vento não leva, pra que o vento só levasse o que eu não quero. Eu quis amar o que o tempo não muda, pra que quem eu amo não mudasse nunca".