Mostrando postagens com marcador depressão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador depressão. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Não somos uma linha reta

Trezentos e cinquenta e seis. Este é o número de sentimentos humanos catalogados pela Ciência. Somos realmente um grande armazém de sensações, uma caixa de pandora repleta de emoções que surgem e somem, uma a uma, a cada instante.
Impossível imaginar que sigamos um dia inteiro em linha reta, com um sentimento apenas, sem nenhuma alteração de atitudes e de humor.
Depois que comecei a desenvolver meus sonhos, percebi que me tornei uma pessoa mais agradável, mais feliz e menos depressiva.
Mas tem dias, como ontem, em que eu estava enraivecido. Não sem motivo, mas os motivos não valiam a pena e nem justificariam minhas atitudes.
Fui grosseiro, ranzinza, chato.
E estou escrevendo isto não para fazer um mea culpa. Eu quero aproveitar a situação para dizer a todos que não devemos nos culpar por nossos sentimentos.
Talvez nos arrependamos de ações impensadas, mas de sentimentos não podemos nos culpar, porque eles estão todos dentro de nós e em algum momento pedem para sair.
Sua personalidade é exatamente isto: uma pessoa cheia de sentimentos e estes extravasam vez por outra. Quem o ama, vai entender a situação.
Seja sempre você, coloque seus sentimentos para funcionar. Não se arrependa de ser humano e expor o que sente.
Somente assim você se sentirá completo. E quem é completo, é feliz.
É uma situação complexa, como explanou Fernando Pessoa: "A maioria pensa com a sensibilidade, e eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar".


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Está triste?

Nós somos uma caixa de emoções.
Quando falamos em sentimentos, talvez pensemos primeiro no amor. Mas muitos se esquecem de que há uma infinidade de sentimentos que temos: raiva, inveja, saudade, felicidade, alegria, compaixão, ciúme, prazer... e tristeza.
Assim como nosso corpo precisa de diferentes tipos de nutrientes - carboidratos, proteínas, vitaminas, sais minerais - nós também precisamos passar por estes sentimentos.
Não aguentaríamos ficar 24 horas com apenas uma emoção, mesmo que seja alegria.
Por isso, é normal que haja momentos de tristeza.
Mas temos que aproveitar esse momento de baixa energia para nos colocarmos em reflexão, preparação, planejamento. Tirar proveito do momento de tristeza é a melhor maneira de se lidar com esse sentimento.
E não perder o foco em nossos sonhos, porque isso é que vai nos fazer sair desse sentimento negativo e novamente acender o desejo de prosperar e de ser feliz, mudando o mundo a nosso redor.
Não se culpe por estar triste, mesmo sem motivo, isso acontece. Mas tenha em mente que é um sentimento passageiro e que seu caminho rumo ao sucesso tem que continuar.
O mundo precisa de você! Respire fundo, descanse para repor as energias e siga em frente!
O artista plástico e escritor libanês, Khalil Gibran, ajuda-nos a enxergar melhor a importância dos momentos BREVES de tristeza: "Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria".


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Sucesso a palestra no Qualis Mais

Na terça-feira, 4 de outubro, estive em Santo Antônio do Jardim, a convite da enfermeira Carol, para proferir uma palestra abordando "Depressão e Ansiedade" aos inscritos do programa Qualis Mais.
Foi um prazer proferir esta palestra e maior a alegria ao ver a boa repercussão que teve.
Muito bom saber que podemos mudar o mundo com nossas atitudes, não é mesmo?
Estamos à disposição e todos os que quiserem palestras motivacionais, entrem em contato pelo e-mail pc.imprensa@gmail.com.



terça-feira, 4 de outubro de 2016

Quando o sonho faz mal

É do filósofo e escritor alemão Goethe a frase: "Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor".
Sonhos assim  fazem bem, porque são sonhos a caminho da realização e nada pode dar errado para eles.
Mas qualquer sonho que  fique incubado no íntimo de uma pessoa e não germine por causa de ideias do tipo "é difícil demais", "é impossível", "nunca vou conseguir isso", fazem mal e adoecem a pessoa.
Por muitos anos fiquei preso num lamaçal de tristeza justamente porque tinha sonhos presos dentro de mim que ficaram mofando, apodrecendo e fedendo dentro de mim.
Quando eu tentava fazê-lo sair sempre havia uma voz, quer interna quer externa, dizendo para eu deixar quieto, pois aquilo não era para mim, que apenas outras pessoas poderiam sonhar com aquilo.
O ponto máximo de minha tristeza foi quando a depressão chegou ao ápice e eu fiquei jogado na cama, sem vontade de me levantar, sem querer fazer nada.
Se estava em casa, não queria ir ao trabalho. Se estava no trabalho, não queria voltar para casa. Não via sentido em nada: na religião, no trabalho, na vida familiar. Gostava apenas de ir na Sport Life, o único lugar que ainda me dava uma certa animação, talvez pela endorfina que os exercícios liberam.
Mas minha vida mudou.
Resolvi fechar os ouvidos para todas as bocas, e decidi ser palestrante e lançar meu livro.
Criei este blog (que está chegando às 20 mil visualizações), criei o canal do Youtube "Só Entre Nós", estou fazendo palestras em escolas, entidades assistenciais, para empresas particulares.
Falo de assuntos motivacionais, compartilho minhas experiências e animo as pessoas a tomarem a mesma decisão que eu: AGIR!
Meu livro está sendo concluído e em 2017 estará nas prateleiras das livrarias.
Comigo agora as coisas funcionam de uma forma diferente. Funcionam como disse Eleanor Roosevelt, esposa do ex-presidente norte americano Franklin Roosevelt: "O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos".
E meu sonho de mudar o mundo é de uma beleza ímpar e agora o meu futuro me pertence, porque finalmente consigo enxergar um futuro para mim!

Eu e meu sobrinho Nicolas rumo ao futuro

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Apaixone-se!

Disse Platão que "todo homem é poeta quando está apaixonado".
Estou poeta. Não à toa consegui o segundo lugar no Concurso da Academia de Letras de São João da Boa Vista.
Também, pudera: apaixonei-me.
Estou apaixonado por uma pessoa que descobri ser incrível, que me suporta, que não me condena, que está ao meu lado em todas as situações.
Apaixonei-me por uma pessoa que não sente uma ponta sequer de inveja quando eu conquisto algo. Da mesma forma, não sente vergonha de estar ao meu lado quando das minhas maiores falhas. Enfrenta tudo comigo, não pensa nunca em me abandonar, e literalmente veste a camisa comigo.
Estou apaixonado por mim mesmo. Algo que eu deveria ter feito há muito tempo.
Eu me odiei por muito tempo.
Já quis dar um basta em mim.
Fiquei de mal comigo.
Até que descobri a grande e óbvia verdade: se eu não me conhecer e não me apaixonar por mim mesmo, não posso fazer nada pelos outros.
Foi então que busquei dentro de mim o sonho adormecido (e que por estar adormecido, causava-me depressão) e coloquei este sonho para funcionar. Até então eu era uma vítima do que escreveu Dostoiévski: "Às vezes o homem prefere o sofrimento à paixão". E eu disse Xô sofrimento! Vem, paixão!
Joguei o medo para trás, tomei decisões importantes e agora estou fazendo palestras, tenho um blog com mais de 10 mil acessos em um mês, o Canal Só Entre Nós no Youtube e em 2017 vou estar com livro próprio nas prateleiras.
Apaixonei-me por mim mesmo para poder ajudar aos outros.
Ao contrário das demais paixões, a paixão por si mesmo não se apaga.
Experimente fazer isso, apaixone-se por si mesmo. É o primeiro passo para tudo dar certo!


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Bipolaridade: tudo junto e misturado

Raul Seixas cantou: "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".
O texto pode lembrar um assunto que confunde muitas pessoas: a bipolaridade.
Só para iniciar meu raciocínio, vou trazer à baila também a frase da escritora contemporânea Geanne Slater: "Transtorno bipolar é uma doença. O que você tem é frescura".
Sim, muitos acham que o simples fato de mudar de opinião de uma ora para outra é bipolaridade. O que de fato não é.
O transtorno bipolar é uma doença triste e quem convive com alguém assim (como eu convivi) sabe o quanto é desgastante e extenuante para todos essa convivência.
O bipolar vive momentos de mania quando fala demais, ri de qualquer coisa, está extremamente motivada que chega ao ponto de irritar, interpreta acontecimentos de forma errada,  é exigente, irritadiça.
De repente, uma frase faz a pessoa despencar. Ela chora à toa, não está feliz consigo mesma, todos os seus apontamentos são negativos. Fala de se matar, inventa histórias que não aconteceram (mas que para ela foi real).
Estas pessoas, apesar de muitos se negarem, precisam de ajuda profissional. Não tem como um amigo ajudar a curá-las. Precisa ser um psicólogo e um psiquiatra.
É como se dentro da pessoa brigassem o "sim", o "não" e o "talvez". Três pontos, como uma reticências.
Como disse Clarisse Lispector:
"Eu sou uma completa incógnita.
Tal dia quero, tal dia não quero."


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Depressão se vence sozinho

O título deve ter despertado uma infinidade de opiniões contrárias. Mas vou explicar.
Concordo que vencer a depressão é algo extremamente difícil e trabalhoso e que precisamos contar com o apoio da família, dos amigos, das pessoas achegadas. E elas são fundamentais no processo de recuperação de alguém com depressão, sem dúvida.
Mas não podemos desconsiderar um fato importante, que passo a expor:
A depressão em seu auge, apresenta sinais clássicos, tais como tristeza profunda, isolamento, falta de apetite (ou fome excessiva), falta de sono, irritabilidade, desinteresse, apatia.
Quando estes sintomas estão intensos, as pessoas ao redor percebem e ajudam. Dão amparo, preocupam-se, fazem de tudo para animar o depressivo.
Mas a depressão tem altos e baixos. E de repente, a pessoa triste começa a se animar, volta a comer, sai do quarto, levanta-se da cama.
Ela parece, mas não está curada! E é aí que as pessoas que ajudam se enganam.
Acham que a depressão acabou e voltam a tratar o depressivo como uma pessoa igual as outras. Voltam a cobrar dele, achar que certas atitudes são "frescura", acham que certas palavras não os machucam mais. Tem vezes que o depressivo encontra forças em uma ideia, em algum serviço... e chega uma pessoa e com duas ou três palavras joga água na fogueira.
E a depressão volta com mais intensidade.
Por isso a razão do título desta postagem.
Quando os sintomas da depressão somem, e ela está lá incubada esperando voltar, é o momento do depressivo lutar. E na maioria das vezes, não vai achar mais apoio, pois as pessoas querem ver os sintomas e se não existem, acham que não há mais doença.
O conselho é: lute. Porque é possível vencer a depressão, mas a batalha final será, imprescindivelmente, solitária.
Como na pesada frase de Nietzsche:
"Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti".



Dar cabo à vida: NÃO!

Eu não gosto e nem desejo ser polêmico em meus textos. Mas do assunto de hoje posso ter um ponto de vista que difere do pensamento de alguns.
Dizem que a vida é um presente. Discordo. Porque presente a gente entrega para pessoas únicas, para alegrá-las, para mostrar nosso apreço. E a vida foi entregue igualzinha para todas as pessoas. Presente para a humanidade? Mas os animais também estão vivos.
Dizem que a vida é um dom. Mas dom é uma aptidão, um talento. E quantas pessoas não estão sabendo viver.
Eu acho a vida inexplicável. A gente sem pedir a recebe, cuida da melhor maneira possível e um dia, por acidente ou por doença, ela se vai.
A vida é fantástica. É divina.
Não é como a eletricidade, porque uma vez que o corpo para, não tem como colocar de volta, como fazer funcionar novamente.
Então penso em pessoas que querem tirar a própria vida. E o suicídio, desculpem-me a sinceridade, é a maneira mais burra de se tratar de um problema. Na verdade, parece-me a criação de mais problemas.
Se o problema é de relacionamento, vai deixar sua herança para o cônjuge desfrutar com um novo parceiro. Se o problema são as dívidas, vai gerar mais ainda (para outros pagarem, por sinal). Se o problema são as pressões da vida, sinto dizer mas não vai aliviar em nada.
Setembro amarelo, mês eleito para conscientizar e combater o suicídio.
Sugiro que se for para dar fim, dê um fim na persona e não na anima. Isto é, não tire sua vida, mude sua personalidade. A vida é exatamente igual em cada pessoa, mas a maneira como a usamos difere. E os problemas que temos é de personalidade. A vida não tem culpa.
Procure um psicólogo, o problema vai acabar. E seja feliz VIVO!


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Fuja dos vampiros

A princípio, parece ser conto da carochinha. A história de existir pessoas que sugam a energia de outras pessoas pode parecer inverossímil. Mas depois que a gente sofre um ataque desses vampiros de energia, passa a notar que não é coisa do além, mas psicologicamente plausível.
Todos nós temos uma carga de positividade, de energia que nos anima a realizar coisas, serviços, cumprir compromissos, levantar-se de manhã e desincumbir-se de tarefas.
E todos também temos amigos.
Mas há pessoas, e podem estar disfarçadas dentre nossos amigos, que possuem uma necessidade maior de energia. Como um automóvel com o motor fora de ponto, necessitando de uma quantidade maior de combustível, consumindo mais e mais, com um rendimento menor.
E por não conseguirem encontrar em si mesmas tal energia, buscam em quem estiver por perto.
Sabe aquela pessoa que é um poço de negatividade? Cuidado com ela.
A gente fala "bom dia"! E a resposta é "ah... bem que poderia ser bom".
Uma pessoa que lhe expõe um problema, você tenta ajudar, mas ela não toma nenhuma atitude, não ouve seu conselho e no dia seguinte repete-lhe o mesmo problema, com as mesmas palavras, dia após dia.
Uma pessoa que o elogia, na tentativa de aumentar sua energia para que ela possa sugá-la. Pois sempre depois de um eloquente elogio, vem uma enxurrada de problemas.
A pessoa que o carrega para resolver suas questões, que vive chorando, que nunca parece estar bem, mas que sempre exige de você um conselho, uma palavra de conforto.
Uma pessoa que tem variáveis de humor. Agora está normal, para em minutos se tornar mal educada. E depois ficar normal novamente.
Cuidado! Se cair nas garras de uma pessoa assim, sua energia vai baixar a ponto de causar-lhe depressão.
E quando não tiver mais forças para ajudar a pessoa (porque você agora não consegue sequer ajudar a si mesmo) ela ainda fala: "eu contava com você, mas vejo que não quer mais saber de mim. Vida que segue". Para incutir-lhe por fim um sentimento de culpa.
Essa história é de vida real. Fuja de pessoas assim. Quem deve cuidar delas é um profissional psicólogo ou psiquiatra. E não você.
Sou mais como disse o poeta/cantor Humberto Gessinger: "Não viro vampiro, prefiro sangrar, me obrigue a morrer, mas não me peça pra matar".