terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O amor da gaivota e da carpa

Muitas vezes vemos casais que se separam apesar de notarmos que ambos se amam e continuam se amando. Pior: sofrem pela separação.
Há uma história que fala do amor de uma gaivota e de uma carpa. Elas se amavam muito e queriam viver juntas.
Então a gaivota falou: "Minha amada carpa, vou pegá-la e trazê-la comigo para os céus e veremos todos os dias o pôr-do-sol e viveremos felizes para sempre".
A carpa foi com a gaivota, mas sentiu que não conseguia respirar, por mais esforço que fizesse. Por fim, suplicou que a gaivota a soltasse para voltar a respirar nas águas, senão morreria.
Depois que se recuperou, a carpa falou: "gaivota, eu te amo. Venha para dentro do lago viver comigo, poderemos ser felizes para sempre".
E a gaivota mergulhou e tentou ficar debaixo d'água o máximo que pôde, insistiu além de suas forças e, por fim, desfaleceu e acabou morrendo afogada ao lado de sua amada carpa.
A triste moral desta história é que, às vezes, duas pessoas podem se amar de verdade, mas se os dois viverem em mundos completamente distintos, será impossível viverem juntos, por mais esforços que façam. Um sempre vai acabar se machucando, se maltratando, se ferindo, para ficarem juntos.
Temos de ter bem em mente que, se não deu certo, pode ser porque a vida de um dos dois estava em perigo, pois viver em um mundo diverso do seu e no qual é impossível se adaptar, oferece um risco real.
E a culpa não é de nenhum dos dois. A situação é assim e exige.
Assim, em se tratando de amores impossíveis, consideremos três pontos: primeiro, vejam se o amor traz a sabedoria para ambos se adaptarem; segundo, se o amor remover montanhas, insista nele e, por fim, se o amor estiver matando você aos poucos, caia fora.
Sarcasticamente, fica a frase do Marquês de Maricá: "As nossas necessidades unem-nos, mas as nossas opiniões separam-nos".



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