domingo, 28 de agosto de 2016

Bullying para ser grande?

"Fortes razões geram fortes ações", escreveu William Shakespeare.
E eu fiquei um bom tempo me perguntando quais são as razões de alguém praticar bullying.
Claro que este assunto é motivo de profundos estudos de psicólogos, pedagogos, psiquiatras e não seria eu, um mero comunicador, que iria desvendar esses mistérios.
Mas como comunicador, posso dar minha versão...
E concluí que várias razões podem influenciar à prática do bullying. A primeira delas, e talvez a principal, é a sensação de superioridade que o agente tem sobre seu alvo. Ao cometer essa prática, ele se sente poderoso, o maioral, o ditador, o popular.
E falando em ser popular, uma segunda causa dessa prática seria o modismo. O agente principal, o mais forte, pratica o bullying. Consequentemente, os admiradores, os "jovens-satélites" imitam a prática para serem populares com o chefe, para ficarem bem com o mandão. Tem aí um pouco de medo, afinal quem não entra na onda do manda-chuva pode consequentemente tornar-se vítima também.
Por fim, considero que frustrações domiciliares, agressões em casa de origem parental ou mesmo de vizinhos mais fortes criam um desejo de vingança. Já que não podem vingar-se em alguém mais forte, desforram no mais fraco.
Mas de tudo isso, o que sempre imaginei é o quanto o bullying torna mais fraco quem o pratica.
Porque é uma prática covarde. Pensando assim, o Nazismo foi o maior e mais cruel exemplo de bullying. Achar que se purificaria a raça extinguindo as outras inferiores: pura ignorância.
Acredito, por fim, que o que nos torna fortes é o uso do poder em prol dos outros. O que nos torna grandes é defender o mais fraco, é carregar a sacola pesada para a vozinha, é abrir o pote de doce de leite que está com a tampa emperrada. É dizer: "fulano é meu amigo. Mexeu com ele, mexeu comigo".
Compartilho, em conclusão, da ideia de Shakespeare que também escreveu:
"Ser grande é abraçar uma grande causa".