sábado, 13 de agosto de 2016

Não deixe ninguém escrever seu poema por você!

Quando nascemos, nossa vida era semelhante a uma folha de sulfite: totalmente branca, sem marcas, sem manchas, sem pautas, sem regras.
Um bebê não segue regras. Se está com fome, frio, dor, medo... ele chora.
Se está quentinho, alimentado, protegido, acarinhado... ele sorri.
Se quer algo, faz birra. Quando consegue, ele silencia. Se tem sono, dorme. Se não tem, acorda.
Aí os anos vêm chegando, e a pessoa passa a ter uma vida com padrões, regras, ordens. Nem tudo o que ele deseja, é possível ou permitido.
E então nossa vida torna-se uma folha de caderno pautada. As pautas e margens são as regras e os padrões a nós impostos. Não escreva fora da linha, não ultrapasse a margem...
Mas como é medíocre a vida semelhante a uma folha de caderno em branco!
A vida está ali, pedindo para ser preenchida, para ser escrita da melhor maneira possível.
E você é o poeta de sua vida!
Não deixe ninguém escrever o poema maravilhoso de sua vida em seu lugar!
Não permita que alguém dite o que escrever!
Permita-se!
A vida é sua! A folha em branco deve ser completada por você e só por você!
E escreva aquilo que você deseja, mesmo que pareça difícil ou impossível.
É de Drummond a ideia:
"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!"